Suspiro

...deste último suspiro todo o ar saiu de mim. E custa muito voltar! Ouço a minha pele a palpitar por horas que hão-de vir e só sinto a força centrífuga do meu ser.

Custa-me escrever, expor em letras o meu nó interno! Estas envolvem-se numa volta cega que me atinge e que me torna exangue.

Lá fora, a noite fria é serena.
Mas só a consigo olhar desta minha janela que enquadra o mundo como súmula de planos construídos, definidores de limites concretos e tangíveis. Para lá da noite existirá algo que só saberei que existe por sonhar com ela. Sonho e plano por tangentes imaginadas, planeando que algum dia este toque único seja real!

Ouço a guitarra portuguesa que chora ao meu lado, como se soubesse que também chorarei neste silêncio meu....

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