9.2.10
3.2.10
14.1.10
Sentir...
3.1.10
Temos que ser nós....
Temos que ser nós a surpreender-nos com a cidade que temos!
Temos que ser nós a andar pela cidade com os olhos do turista.
Calcorrear sem destino e sem planos à espera que qualquer loja, montra ou som de um qualquer fundo de quarteirão nos atraía a descobrir a outra face do nosso "lugar". Não podemos cingir-nos a dizer que estamos mal, se ficamos em casa a consumir novelas, séries, ou filmes sacados da net. Precisamos de ir à procura daquele sonho que tivemos quando olhávamos para as cidades inatingíveis, mitos de urbanidade, romantismo ou excentricidade.
Esta é a nossa cidade! Aquela que nós quisermos que ela seja, mas para isso há que mudar paradigmas. Temos que estar disponíveis e assim em constante procura dos odores, dos enquadramentos circunstanciais que só existem por estarmos "lá" naquele "momento" sem qualquer justificação sensata.
Apenas estamos porque queremos estar em todos os momentos possíveis com todos aqueles que quiserem partilhar dessa mágica.
Deambulemos por aí à espera da oportunidade. Viver a nossa cidade como se não fosse nossa e assim apaixonarmos pela Vida.
17.12.09
De Novo M'zab

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arquitectura,
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6.12.09
dias passados
Acabou fevereiro... na verdade, já escrevo em Março. Mas que importa isso? Sinto-me igual aos dias passados, às farsas sentidas no passado e no presente.
Pego, só, na caneta como que em homenagem a Miguel Torga, pois nele revejo parte da minha maneira de sentir.
Em todo o lado, todo o sítio definido geograficamente me desencontro e sinto mais dificuldade em saber onde estou. Os sítios não são só as suas coordenadas. Os sítios são tudo menos isso. São os registos das nossas vidas, das nossas memórias, das nossas cumplicidades e do nossos risos... Esses lugares ninguém nos poderá tirar. Sinto-me aconchegado, confortável no calor da lembrança dos meus actos, altura em que nos sentimos Homens com todo o tipo de objectivos destinados a serem de Homem.
Saber questionar o nosso lugar, saber quem nos acompanhará no futuro, saber com quem nos empenharemos (à imagem dos nossos antepassados) numa aventura colectiva. Tudo isso faz parte de ser Homem. Principalmente ser totalmente dedicado aqueles que acreditamos que nunca nos abandonarão.
E no fim de contas ninguém está lá e ficamos a olhar para o lado de lá, do lado que observa a vida...






